O futuro é hoje

Roncopatia

Sono reparador versus ressonar

O sono permite um descanso reparador e o restauro dos níveis de energia física e psíquica do organismo, conferindo uma agradável sensação de bem-estar. Distúrbios respiratórios como o ressonar intenso (roncopatia) são responsáveis pela interrupção/fragmentação repetida do sono, originando níveis anormais de oxigénio e dióxido de carbono no sangue. Em consequência, resultam a sonolência excessiva, a fadiga e a perda de energia, com graves repercussões na saúde, nomeadamente, aumento do risco de desenvolver:
- doenças cardiovasculares: hipertensão, isquémia e acidente vascular
- doenças cerebrovasculares
- transtornos neuropsiquiátricos
- doenças endócrinas
- doenças metabólicas
- acidentes de trânsito e laborais.
 
O ressonar considera-se patológico quando é forte, irregular e intercalado, e requer um esforço maior para conseguir respirar convenientemente, pelo que o sono acaba por não ser verdadeiramente repousante.

Ressonar

Ressonar tem implicações a vários níveis, nomeadamente:
- sociais, afetando relacionamentos
- culturais
- psicológicos
- económicos.
 
Constitui um problema comum que continua a ser subdiagnosticado e torna-se preocupante devido ao grave prejuízo na qualidade de vida dos pacientes, que contribui para o aumento da mortalidade e morbilidade deste grupo de indivíduos.

Por que motivo ressonamos?
Ressonar e Apneia do Sono
Prevalência do ronco
Fatores de risco
A nossa solução

Por que motivo ressonamos?
A roncopatia é um problema de saúde subjacente ao som da respiração que ocorre durante o sono, com intensidade variável de ligeira, moderada ou severa. Deve-se a um estreitamento das vias respiratórias superiores, que obstrui o fluxo de ar nasal. Esta obstrução, situada na parte superior do céu da boca, oferece resistência à passagem de ar, o que dificulta a respiração e provoca um esforço neuromuscular durante o sono.
À medida que o sono se torna mais profundo verifica-se um relaxamento muscular, que ocorre também a nível dos músculos necessários à respiração. Este processo fisiológico não causa problemas na maioria dos indivíduos, mas noutros podem provocar um agravamento da obstrução inicial dificultando a passagem do ar.
Para que chegue aos pulmões a mesma quantidade de ar, o organismo tenta compensar esta resistência, aumentando a velocidade do fluxo de ar, o que origina vibrações e consequente ruído.
 
 
Ressonar e Apneia do Sono
Um ressonador habitual ressona mais de 10% a 20% da noite ou mais de 3 a 4 noites numa semana (definição segundo a American Academy of Sleep Medicine).
 
A apneia do sono é um estadio mais tardio e severo do ressonar intenso, que consiste na obstrução, durante o sono, das vias respiratórias oro-nasais, com repetidas interrupções que bloqueiam por completo a respiração durante intervalos de tempo que podem ultrapassar os 10 segundos. Subjacentes à obstrução residem alterações a nível nasal, como o desvio do septo, a rinite hipertrófica, a rino-sinusite e a polipose naso-sinusal, bem como os estreitamentos da faringe, incluindo palato e úvula longos, as amígdalas hipertróficas, faringes globalmente estreitas e as línguas volumosas, associadas ou não a hipoplasia mandibular e deficiente abertura da boca. A obstrução consiste no colapso do palato mole e/ou da base da língua contra as paredes faríngeas, o que gera hipoventilação. Esta é responsável por baixos níveis de oxigénio, com elevado grau de comprometimento de funções orgânicas, diminuição da qualidade de vida, co-morbilidade e co-mortalidade.

Ressonar e Apneia do Sono

 
Prevalência do ronco

  • A nível mundial:

32% no sexo masculino
21% no sexo feminino
(Fonte: SQU Med, 2012, Iss. 2, p. 161-168).
 

  • Em Espanha:

49,2% de homens de meia idade            
42% das mulheres de meia idade
(Fonte: An. Med. Interna, 1998; 15: 669-71)
 
 Fatores de risco

  • Excesso de peso
  • Álcool (por hipotonia orofaringeal e resistência ao fluxo respiratório)
  • Tabaco (inflamação, edema, resistência ao fluxo respiratório)
  • Hipertensão
  • Bronquite e atopia (por inflamação das vias aéreas, que pode causar congestão nasal). As secreções respiratórias acumuladas bloqueiam o fluxo de ar, dificultando a respiração.
  • Anomalias anatómicas (ex.: desvio do septo nasal, nariz ou cavidade nasal estreitos, falência ou insuficiência  valvar)
  • Avanço da idade (por diminuição fisiológica do tónus muscular)

 
 
A prevenção desta patologia pode ser conseguida através de um estilo de vida saudável: hábitos alimentares equilibrados, exercício físico regular, evitar bebidas alcoólicas em excesso, entre outros. A posição de dormir também é importante, devendo ser preferencialmente de lado, uma vez que muitos indivíduos sofrem de apneia apenas quando estão deitados de costas.
 
Os doentes obesos devem perder peso e ser reavaliados pelo médico otorrinolaringologista. Nos casos graves poderá ser necessário apoio ventilatório nocturno.

 

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